Quero encontrar culpados
Localizar saídas
Desistir!
Melhor... Persistir
Quero voltar atrás
Não quero repetir
Não quero me culpar
Nem me arrepender
Mas esse azul
Esse azul consome o meu ser
Envolve-me
Derrama em minha alma o seu cheiro de safira
Cerca-me de devaneio
Liberta os meus afãs.
Cobre a minha vida de caos e cosmos
Cores e sombras
Um coração que grita
Enquanto a boca se cala
Completa a noite
Arranca o dia
Torna longa a chegada
Distante o encontro
Tortuosa a saída
Faz da cama um ombro.
O que foi ocasionado pelo azul jaz
O latifúndio não é meu
As terras estão devolutas
Anseiam por cultivo
E esse azul?
O azul não ameniza
Não destrói a sua fragrância
O azul me castiga
Tornou-me encarcerado de um olhar
Criminoso da reciprocidade.
Heracton Sandes Amparo

Um comentário:
Linda essa poesia ... toca o coração!
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