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Salvador, Bahia, Brazil
Quiçá, o modo poético de enxergar a vida tem me tornado este ser em profusão de devaneios.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Será culpa do azul?


Quero encontrar culpados

Localizar saídas

Desistir!

Melhor... Persistir

Quero voltar atrás

Não quero repetir

Não quero me culpar

Nem me arrepender

Mas esse azul

Esse azul consome o meu ser

Envolve-me

Derrama em minha alma o seu cheiro de safira

Cerca-me de devaneio

Liberta os meus afãs.

Cobre a minha vida de caos e cosmos

Cores e sombras

Um coração que grita

Enquanto a boca se cala

Completa a noite

Arranca o dia

Torna longa a chegada

Distante o encontro

Tortuosa a saída

Faz da cama um ombro.

O que foi ocasionado pelo azul jaz

O latifúndio não é meu

As terras estão devolutas

Anseiam por cultivo

E esse azul?

O azul não ameniza

Não destrói a sua fragrância

O azul me castiga

Tornou-me encarcerado de um olhar

Criminoso da reciprocidade.

Heracton Sandes Amparo

Um comentário:

Anônimo disse...

Linda essa poesia ... toca o coração!

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