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Salvador, Bahia, Brazil
Quiçá, o modo poético de enxergar a vida tem me tornado este ser em profusão de devaneios.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Rosa dos ventos


Os receios enlaçam os meus pés
Vendam os meus olhos
Faz-me olhar para o oeste
Sem coragem de acolher a brisa do leste
Mais cauto ao nascer do sol
Enquanto a brisa desperta a esperança
E alarga o meu temor.
O lilás da tarde, o sol, a brisa...
Impacienta em mim um paradoxo do azul
Condiciona a insegurança do navegar.
O cristal norteia ao exílio
Leva-me a pensar numa existência de um eu em seu olhar
E debate sobre o seu existir em meus momentos oníricos.
Olho para os lados incontrolavelmente
Tenho medo, tenho coragem...
Possuo simplesmente o anseio da completude.
Percorro sempre as mesmas ruas
A espreitar a primavera instantânea
Que sempre finda com a chegada de um verão
Que queima, abrasa e resseca...
O meu olhar é levado a enxergar os pólos
Não sei reparar no sul
No norte, já perco até o norte
Não sei se devo contemplar o oeste
Nem sei se devo esperar o nascer do sol
A primavera pode acabar
Posso não ver mais os pontos cardeais
Quiçá sentirei em minha pele as estações
Só o sol do verão ressecará os meus olhos.

Heracton Sandes


3 comentários:

Dood's disse...
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Anônimo disse...

Tantas dúvidas, tantos medos...
A vida é assim, e se não fosse, talvez nem tivesse graça...
Correr riscos vai sempre ser inevitável;
E o bom de ser humano, é que sempre existirá CORAGEM em meio a tantos receios.
Por isso procure torná-la maior do que os seus medos e perceba que a primavera pode sim, permanecer durante um ano inteiro. Quem sabe...
Ah, mas só pra previnir, não esqueça de usar sempre protetor solar! hehehehe...

Texto maravilhoso Ton, continue produzindo.

Unknown disse...

Lindo, Ton!

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