Passei a me perguntar se está em descrédito o escritor de
determinadas frases ou criou-se uma cultura de copiar algo do outro e postar
como seu. Pois bem, essa é a dúvida que paira quando se trata de trechos de
obras literárias, citações de autores conhecidos ou até trechos de entrevistas
de personalidades postadas nas redes sociais, sobretudo no facebook. Perde-se o
respeito por quem disse aquilo e o tão conhecido “o que você está pensando?” no
facebook é atualizado, muitas vezes, com uma já conhecida e corriqueira frase
de um grande escritor ou personalidade, sem aspas e sem informar o nome do
autor.
Ao observar esses detalhes, passei a brincar com o fato e, em alguns casos, que
considerava conveniente, comecei a comentar nas frases onde eram postadas sem
aspas e sem o nome do autor. Alguns até não percebiam a minha brincadeira,
contudo de forma sutil passei a escrever: “Nossa, realmente, Mário Quintana é
muito bom” ou “Adoro Manoel de Barros”. A brincadeira, mesmo sem efeito em algumas
situações, teve o objetivo de fazer com que algumas pessoas se dessem conta de que
se uma obra é lembrada e citada, é até um pecado esquecer-se do autor e deixar
de pôr as aspas em algo que foi falado por alguém, já que aquela frase não nos
pertence. Afinal, não custa nada evidenciar o pai da obra.
Heracton Sandes

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