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Salvador, Bahia, Brazil
Quiçá, o modo poético de enxergar a vida tem me tornado este ser em profusão de devaneios.

terça-feira, 10 de junho de 2008

JÁ VAI TARDE, ALICE!


Dessa vez, Alice foi

Foi tarde, bem verdade.

Não agüentava mais

Alice mandava

Tratava-me como semi-deus

Fazia-me ir ao olimpo

Provocava dor

Matava-me por dentro.

Alice não tinha coração

Melhor, Alice não tinha razão.

Matei Alice

Dilatei meus olhos

Falta-me lucidez

Aticei o Indiana.

Alice não me comanda mais

Afoguei-a aos poucos

Deixei-a sem ar

Com Alice, toda mitologia.

De qualquer forma, Alice não viveria

Os espinhos cresciam em sua volta

Agora, é a Medusa quem ressuscita

Tenta me transformar em pedra

Só não quero mais Alice

Nem de perto nem de longe.

Anseio sentar no banquete

Quero discorrer igualmente.

Alice pudica

Amordaçava o meu ser

Mas o néctar provocou-me

Estancou a minha lucidez

Receio o mesmo mal de Aquiles

Tomara que ela não volte.


HERACTON SANDES AMPARO


Um comentário:

Anônimo disse...

isso tio heracton ate me emocionei as suas alacradas na aula de quinta feira infelizmente o senhor machucou a pena no são joão quase morreu mais hoje vimos o senhor ta bem GLORIA!!!

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