É, simplesmente, incidência de gestos, de olhares, de
afinidades, intimidades... Tudo isso já antecipa, é bem verdade, toda a
acuidade do encontro de lábios, de línguas e saliva. Esse percurso que apraz é
descrito pelo idioma do amor, da imensurável sentimentalidade. O verdadeiro
beijo desperta muito mais do que um beijo qualquer. São línguas que se
comunicam no silêncio no modo empírico daqueles laços e nós dados. Do amor
também nasce essa estreiteza no peito chamada saudade, que insiste em querer
regressar aos momentos de profundos delírios e intensos ais quiméricos. O beijo
proporciona o encontro de bocas desconhecidas que se sentem inquietas diante do
incompleto, penalidade esta aplicada por Zeus aos Andróginos que persistiam com
a sua auto-suficiência. O beijo nada mais é do que o despertador da erupção do
vulcão chamado amor, que teima em alastrar as suas lavas por todos os caminhos
e descaminhos de cada um de nós.
Heracton Sandes

4 comentários:
"erupção do vulcão chamado amor"... Descrição perfeita do beijo!
nnnnnnnnuuuuuuuuuuuuuuuusssssssssssss
Inspirado hein?
"São línguas que se comunicam no silêncio no modo empírico daqueles laços e nós dados" ~> melhor descrição do beijo que já vi em minha vida...
Parabéns!!!
#MORTO "São línguas que se comunicam no silêncio no modo empírico..."
Dominando a internet, né Ton?...rsrs
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