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Quiçá, o modo poético de enxergar a vida tem me tornado este ser em profusão de devaneios.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Tudo brota do beijo

É, simplesmente, incidência de gestos, de olhares, de afinidades, intimidades... Tudo isso já antecipa, é bem verdade, toda a acuidade do encontro de lábios, de línguas e saliva. Esse percurso que apraz é descrito pelo idioma do amor, da imensurável sentimentalidade. O verdadeiro beijo desperta muito mais do que um beijo qualquer. São línguas que se comunicam no silêncio no modo empírico daqueles laços e nós dados. Do amor também nasce essa estreiteza no peito chamada saudade, que insiste em querer regressar aos momentos de profundos delírios e intensos ais quiméricos. O beijo proporciona o encontro de bocas desconhecidas que se sentem inquietas diante do incompleto, penalidade esta aplicada por Zeus aos Andróginos que persistiam com a sua auto-suficiência. O beijo nada mais é do que o despertador da erupção do vulcão chamado amor, que teima em alastrar as suas lavas por todos os caminhos e descaminhos de cada um de nós.

Heracton Sandes

4 comentários:

Thayse Xavier disse...

"erupção do vulcão chamado amor"... Descrição perfeita do beijo!

Anônimo disse...

nnnnnnnnuuuuuuuuuuuuuuuusssssssssssss

Inspirado hein?

"São línguas que se comunicam no silêncio no modo empírico daqueles laços e nós dados" ~> melhor descrição do beijo que já vi em minha vida...

Parabéns!!!

@UmSalvador disse...

#MORTO "São línguas que se comunicam no silêncio no modo empírico..."

Anônimo disse...

Dominando a internet, né Ton?...rsrs

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